segunda-feira, 28 de março de 2011

Alternando volume e velocidade.

Sábado passado não foi típico de outono, temperatura castigou na hora do treino.
Domingo que era dia de folga fui fazer um leve trote só para contrariar a minha planilha e fui surpreendido com mais calor.
Semana que se inicia terá treinos de volume e velocidade, mestre Gabriel "judiando" nas distâncias para os tiros.
Meta para a Meia do Rio, em julho, é estar com 80kg, falta muito pouco.
Boa semana e bons treinos!!

terça-feira, 22 de março de 2011

Curtas ou longas distâncias ?

Ando conversando com o Mestre Gabriel sobre treinos para competições curtas ou longas.
Fico pensando se aos 55 anos consigo melhorar muito minha velocidade  e sinceramente acredito que não, talvez um pouco, não como gostaria, mas ao mesmo tempo tenho a certeza que posso ir mais longe nas provas de longa duração, tenho aprendido a manter um pace contínuo pelo menos durante 90% de uma prova.
Não faz muito tempo que corro, talvez até queira "colocar a carroça na frente dos bois", talvez precise dar tempo ao tempo.
Não quero tornar a corrida uma obrigação de resultados, de números e paces perfeitos, não vou ser mais feliz porque melhorei alguns segundos ou minutos em relação a minha última prova, vou continuar sendo feliz só pelo fato de estar alí no meio da multidão participando de uma prova de corridas de rua.
Quero definir em breve esta questão das curtas e longas distâncias, sem cobranças, mas apenas por uma questão "de norte", de objetivo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Treinos pós meia maratona.

Esta semana os treinos estão numa faixa confortável.
Paces abaixo de 7min/km para distâncias em torno de 8km, sem forçar, "só no sapatinho".
Continuo preferindo treinar "na madruga" junto com as corujas, a neblina, a kombi que entrega pão e leite, o motoqueiro que arremessa jornais para as residências...
Próxima prova: Oscar Reebok (São José dos Campos)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Paris é uma festa...

Segundo semestre de 2010 e a Gama Assessoria Esportiva que faz minha planilha resolve iniciar um movimento para ver quem desejaria correr a Meia Maratona de Paris, praticamente na hora garanti minha ida e da esposa, minha quinta meia maratona, primeira fora do país, parte do grupo viajou uma semana antes da prova, inclusive fizeram a gentileza de pegar os kits no Parc Floral, no Bois de Vincennes.
Partimos do Brasil às 23 hs de quinta feira e chegamos em Paris na sexta, às 15:30 hs horário local, voo tranquilo, um pouco cansativo, fuso de quatro horas.
Táxi aguardando conforme reserva feita via internet, temperatura no interior do aeroporto já anunciava o que nos esperava na área externa, frio, muito frio, apesar de ser início de março.
Aeroporto Charles de Gaulle (CDG) fica uns 25km do centro da cidade, pegamos um pouco de trânsito, que aliás é bem nervoso, agitado.
Chegamos ao Hotel Ibis Bastille, registro, subida para o apartamento para deixar as malas e dez minutos depois já estávamos na rua, passeando na Praça Bastille.
Fechamos a sexta com um lanche típico da terra: baguete, queijos e vinho.
Final da tarde de sábado, eu e "minha equipe de apoio" procurando o final das filas para comprar ingressos e subir a Torre Eiffel.
Desistimos, as filas não tinham fim, até que vimos uma fila com umas vinte pessoas no máximo, era a fila para acesso ao primeiro piso da torre através de escadas...
Respiramos fundo, pensamos e decidimos: vamos, corredor que é corredor sobe a torre pelas escadas (até o primeiro estágio), são aprox.uns 300 degraus, e "minha equipe de apoio" foi também, é na alegria e na tristeza, a propósito estávamos na cidade não só para a prova, mas também para comemorarmos 32 anos juntos ou estávamos para comemorarmos os 32 anos de casamento e aproveitei para correr ?Que ela não leia estas linhas...rsrsrs
Anota aí meu amigo Namiuti: "...Fominha que é fominha sobe a Torre Eiffel pelas escadas..."
Após este "treino vertical" pegamos um táxi e retornamos ao hotel(recomendo, preço justo, acolhedor, bem localizado sob todos os aspectos), aliás estávamos passeando desde às 08hs da manhã, Paris é uma cidade para se caminhar, cada esquina uma grata surpresa, vale à pena o esforço.
Ao chegar ao hotel por volta das 19 hs fiquei preocupado com outra parte do grupo da Gama que já deveria ter chegado naquela tarde e que acabou entrando no hotel por volta das 22 hs, problemas de conexão em Madrid e outras "zebras", mesmo assim ainda conseguimos jantar juntos, um total de aprox. 15 pessoas.
Prova no domingo era às 10hs, combinamos com o grupo que  sairíamos do hotel para o metrô por volta das 08:15 hs, do hotel até o metrô eram uns 400mts.
Plataforma da Estação Batille e lá fomos nós rumo Château de Vincennes (linha 1), pouco menos de vinte minutos de viagem, trem cheio, 90% de corredores.
Temperatura estava muito baixa, talvez por conta do vento que resolveu aparecer neste domingo de Sol, sensação era de uns dois a quatro graus.
Pegamos os kits gentilmente trazidos pelas "Marias" da GAMA(estavam em outro hotel) que nos aguardavam próximo do local da largada e começamos o ritual de colocação de chip, fixar número na camiseta, etc....
Não deu para aquecer corretamente,faltavam uns 10 min para a largada, isso acabarria acontecendo no primeiro kilômetro, fiz apenas alguns exercícios de alongamento.
Ernest Hemingway disse: "Paris é uma festa", lembrei desta frase quando me posicionei para a largada da prova na Esplanada do Château de Vincennes.
Formigueiro humano, cores e bandeiras de diversos países estampadas nas camisetas dos corredores.
A largada, em frente ao Château de Vincennes, é dividida por nível técnico e definida de acordo com o tempo previsto na inscrição ou, no caso das baias preferenciais.
O locutor oficial da prova falava sem parar, música alta de fundo, fiz a minha prece habitual que antecede as largadas e agradeci à Deus por estar alí com saúde e podendo participar daquela festa, largada foi anunciada, foram pontuais.
Lentamente, passos curtos, parece que o tapete da largada não vai aparecer tão cedo, passagem estreita, olhava em volta e só sorrisos, aquela expressão dos corredores que só quem corre conhece e entende, muita adrenalina no ar,levei uns quinze minutos para passar pelo tapete, disparei o GPS, "vamo que vamo", allez Jorge, allez!!!!!!!!!!!!!!!!!
Primeiros kilômetros são praticamente dentro do bosque, ruas não muito largas, voce tem que correr com muita atenção neste trecho, caso contrário tropeça em outro corredor.Neste início da prova nota-se fugas em massa para detrás das árvores, corredores e corredoras resolvem alí mesmo perante milhares de testemunhas seus problemas de "ordem urinária"...rsrsrs
Desde o início procurei respirar ao máximo pelo nariz, boca ligeiramente entreaberta, a umidade era alta, mas a sensação de conforto é infinitamente maior do que correr no calor.
Pace abaixo dos 7min/km, sem forçar, meta é acabar com tempo abaixo de 2hs e 30min, percebi nestes primeiros kilômetros que corria confortável, desencanei de ficar olhando o Garmin.
Primeiras bandas/fanfarras que apareceram estavam mais para marchas fúnebres do que para músicas de incentivo, valeu apenas pela disposição em enfrentar o frio, as músicas do meu MP4 eram mais contagiantes.
Tapete no km 5, respiração muito tranquila, com aquela sensação de que podia acelerar mais, mas não me empolguei em mudar o ritmo, meta traçada é meta a ser cumprida, mesmo estando tudo ao meu favor.
No km 8 já arregacei as mangas da camisa que usava por baixo da camisa da Gama e também joguei fora o gorro, minha cabeça estava ensopada.
Saindo dos kilômetros iniciais no bosque entramos em ruas com mais movimentos de pedestres que assistiam a prova, pessoas com cartazes e recados para parentes que corriam, crianças fantasiadas.
Na passagem pela Praça da Bastilha foi onde vi o maior número de pessoas assistindo a prova, apesar do Sol o frio ainda incomodava.
Postos de hidratação com muita água(o frio do dia cuidou de manter a temperatura agradável), não em copos, eram garrafas pequenas.
Uma falha perigosa nestes postos:distribuição de pedaços de laranjas (cortam em quatro com casca e tudo) e bananas, vi algumas pessoas escorregando com as cascas que ficavam no chão.
Passagem no km 10 foi com a mesma sensação do km 5, tudo tranquilo, pace sendo mantido, sem diminuir o ritmo e também sem precisar forçar.
No km 15  percebi que meu tempo para esta distância estava já uns 15 min abaixo do que faço normalmente, mais uma vez procurei me concentrar e não me empolgar.
Duas subidas íngremes e longas após o km 16, na primeira subi com ritmo mantido, mas no início da segunda engasguei ao respirar mais fundo, me assustei,  senti dificuldade em respirar por poucos segundos, neste trecho da prova as ruas eram mais largas e as lufadas de vento que vinham eram mais fortes. 
Km 19 em diante administrei, aí sim olhando com mais frequência para o Garmin, controlando a meta estipulada.
Avistei o Château de Vincennes e o pórtico de chegada, continuava dentro da minha meta, meu melhor tempo em meias maratonas: 02:27:49
Meu Garmin deu o mesmo tempo para uma distância de 21.200mts
Passagens:
5km         10km         15km       Finish
00:33:41   01:07:04   01:41:51   02:27:49
Ao passar o pórtico de chegada caminhei com aquela sensação de dever cumprido, enquanto retirava o ship um filme rápido passava pela minha mente, nele as cenas eram estreladas pela minha família, pelos meus amigos, por todos que prezo e considero, para voces a minha eterna gratidão pela força que me deram ao saber que faria esta prova.
 
 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Malas quase prontas...

Treinos para a meia praticamente terminados, resta um de 30 minutos amanhã, em ritmo leve, para soltar a musculatura.
Malas quase prontas, nos preparativos finais para a viagem amanhã à noite.
Fiz a minha parte, treinei com afinco, independente das altas temperaturas dos últimos meses, espero dentro das minha limitações fazer o meu melhor.
Obrigado aos amigos pela força de sempre, abraços e até a volta.